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Gravidez de trigêmeos após tratamento de endometriose

s 10:06

Toda mulher sonha em um dia ser mãe ou pelo menos, quase todas, não é? Mas e quando você descobre que tem uma doença que pode te impedir de realizar esse sonho? Foi isso que aconteceu com a Michele Kaiser, de Caxias do Sul-RS. Ela lutou contra a endometriose e hoje é mãe da Mônica, 3 anos e dos trigêmeos Matheus, Murilo e Marcelo, de 1 ano e 4 meses. Venham conferir essa linda história e saber um pouquinho mais sobre essa doença que tem amedrontado muitas mulheres.

Gravidez de trigêmeos após tratamento de endometriose

"Queria esperar cerca de cinco anos depois de casar para ter filhos, mas após três anos achei que já estava na hora. Parei de tomar pílulas anticoncepcionais e dez meses depois - e muitos testes de gravidez negativos -, tive o diagnóstico da endometriose.

Cerca de um ano atrás do diagnóstico, havia procurado o plantão do hospital num domingo devido a fortes dores abdmonais. Depois de ser submetida a uma ecografia, foi detectado líquido no "fundo do saco de Douglas", que acreditou-se ser sangue, que é o primeiro sinal de endometriose. Na época, fui medicada e continuei a vida, sem dar muita atenção porque, afinal, a dor passou e ainda não planejava filhos.

O grande impedimento que a endometriose traz, além da dor que algumas mulheres sentem e outras não, é a infertilidade. Muitas só descobrem a endometriose quando querem engravidar. E esse foi o meu caso.

Mas o que é endometriose, afinal? É uma doença caracterizada pela presença do tecido que reveste o útero, chamado endométrio em outros órgãos da pelve como trompas, ovários, intestinos e bexiga. De acordo com o site Gineco, "todos os meses o endométrio fica mais espesso para que um óvulo fecundado possa se implantar nele. Quando não há gravidez, esse endométrio que aumentou descansa e é expelido na mestruação. Em alguns casos, um pouco desse sangue migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas".

Com fortes dores tentando engravidar por dez meses, fiz exame do toque no consultório e, junto ao exame CA 125, foi detectada essa doença benigna. O que meu médico disse naquele dia, ao me explicar sobre a endometriose, foi que ela estava impedindo que houvesse comunicação entre o espermatozoide e o óvulo, sendo assim, a gravidez não poderia acontecer. Como tratamento, ele me sugeriu que tomasse anticoncepcional por um ano sem intervalo e sem menstruar, para que os focos da endometriose secassem e eu voltasse a tentar a gravidez. Mas eu queria engravidar logo! Não queria esperar tanto. Por isso, procurei outra médica. 

Cheguei ao consultório dela já com o diagnóstico e os exames. Ela me sugeriu um tratamento mais moderno: uma videolaroscopia. Esta é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva realizada por auxílio de câmera no abdômen. Para criar o espaço necessário às manobras cirúrgicas e adequada visualização das vísceras addominais, a cavidade do peritônio é insuflada com gás carbônico. Marcamos para o mês seguinte. No dia, fui submetida a uma anestesia geral, e foram feitos apenas três pequenos cortes. Um através do umbigo para entrada da câmera e outras duas pequenas incisões sobre os ovários, que formaram um triângulo. Nessa cirurgia, a ginecologista conseguiu retirar grande parte dos focos da endometriose, mas precisou fazer uma ovarioplastia (retirada de parte do ovário) do ovário esquerdo porque ele estava aderido ao útero aos focos da doença. Tive alta no mesmo dia. 

Como ela detectou se tratar de endometriose grau 3 (vai de 1 a 4, sendo que a 4 é a mais severa), me receitou uma injeção de Zoladex, que teria efeito por três meses e secaria os focos menores que ela não havia tirado na cirurgia. Mas a medicação me deixaria em menopausa forçada. Depois dos três meses, poderia tentar engravidar novamente.

Para que não demorasse tanto e eu não voltasse a desenvolver os focos que haviam sido retirados, a doutora me indicou acompanhar a ovulação por ecografias transvaginais. Tomei indux para induzir a ovulação nos primeiros dias do meu ciclo e fomos ao laboratório desde o 9° dia para acompanhar o desenvolvimento do folículo que liberaria o óvulo. Descobri, então, que tenho ovulação tardia e pouca produção de progesterona. Acompanhando, vimos que ovulei somente no 22° dia (o normal é isso acontecer entre 12° e 18° dia) e fizemos nosso "tema de casa". Tomei progesterona desde o dia da ovulação até 15 dias depois. E então, depois de 21 meses do fim do anticoncepcional, tive, finalmente, meu resultado positivo. 

Mônica nasceu de 38 semanas, em 4 de agosto de 2011. Um ano e sete meses depois, engravidei dos trigêmeos sem tratamento ou acompanhamento de ovulação. Nasceram de 34 semanas, em 4 de outubro de 2013. Um ano após o nascimento dos meus trigêmeos, o diagnóstico é que estou curada da endometriose." 

Que história linda!!

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Michele seja sempre bem-vinda ao Gemelares!

     

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