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10 Dicas para amamentação de trigêmeas

s 17:40

Oi Mãezinhas, como vão? Hoje vou falar um pouquinho sobre a minha experiência na amamentação das trigêmeas. Confesso que esse assunto é um pouco frustrante para mim e já vou explicar os motivos. 

10 Dicas para amamentação de trigêmeas

Antes de engravidar, sempre sonhei em ter filhos, em ter um parto normal e também em amamentar. Mas jamais imaginei que meus planos seriam frutrados e que eu não saberia lidar com isso. O parto normal foi impossível e a amamentação um drama que começou no dia que elas nasceram. Confesso que não me informei sobre amamentação de gemelares. Não fui atrás de ajuda e não recebi qualquer tipo de orientação. Então, depois que elas nasceram e foram para UTI, a enfermeira do banco de leite avisou que eu deveria tirar leite para mandar para minhas filhas. Ok, como? Fui ao banco de leite do hospital e a enfermeira de lá me ajudou. Na primeira tentativa saiu pouco leite, machuco meu seio, doeu muito e eu saí de lá frustrada e sentindo dor. 

Quando fui visitá-las na UTI, pude pegar a Isabel no colo e me pediram para tentar amamentá-la. Gente, será que as pessoas imaginam que toda mãe nasce sabendo? Eu fiquei tão perdida. A Isa com a sonda na boca, uma boquinha minúscula e ela não conseguia mamar. Essa foi minha segunda frustração. Os dias foram passando, eu tentando amamentar (em vão), tirando leite no banco de leite quando dava, afinal eu queria estar na UTI, que por minha sorte era humanizada e eu tinha livre acesso o dia todo. A primeira a conseguir mamar foi a Micaela. Aí que alívio! Helena era preguiçosa. Não sabia sugar, teve muita dificuldade. Mas aos poucos foram aprendendo. 

O terceiro drama foi quando descobri que elas só recebriam alta depois de estarem mamamendo 100% no peito e ganhando peso. Oi? Eu só chorava. Como conseguir amamentar exclusivamente trigêmeas no peito? Entrei em pânico e comecei a pesquisar sobre o assunto e vi que dificilmente eu conseguiria essa proeza. Eu estava esgotada, fisicamente e emocionalmente. Até que a enfermeira do banco de leite foi no quarto e viu meu estado. Perguntou o que estava acontecendo e eu contei chorando. Aí ela disse: "Olha, o médico já foi embora, mas não se preocupe, eu vou autorizar o complemento para suas filhas por minha conta e risco. Toda mãe precisa estar saudável para conseguir amamentar e você não está. Fique tranquila que vamos te ajudar". Foi um alívio tão grande que eu a abracei e chorei. Porque tava todo mundo pensando no bem das meninas, mas esqueceram que eu também precisava estar bem. Depois disso, em menos de uma semana estávamos em casa. 

Continuei dando peito e complementando com leite artificial. Eu fazia assim: Duas no peito e uma na mamadeira a cada mamada de 3 em três horas. As que mamavam no peito, normalmente ficavam com fome antes, então eu tinha que dar o peito de novo antes de 3 horas. Aí começou outro problema, porque na hora do revezamento, a que tinha ficado com a mamadeira na primeira rodada, não tinha leite suficiente no peito. Isso também porque eu estava muito cansada. Sempre cuidei sozinha delas, da casa etc. Então, comer era raridade. Não tinha tempo para nada. E isso estava afetando a produção de leite. Sendo assim, comecei a colocar duas na mamadeira e uma no peito. E mesmo que a do peito quisesse mais, eu dava o mesmo peito até a outra mamada. E o outro peito ficava cheio para a próxima rodada. Confuso, né? Mas foi assim que consegui levar a maior parte dessa jornada. 

À noite eu sempre dava mamadeira, pois sustentava mais e elas dormiam melhor e eu poderia descansar. O papai ajudava muito de madrugada. Essa rotina foi assim até os 4 meses, quando elas começaram a não querem mais o peito. Primeiro foi a Helena, logo em seguida a Isa. A Micaela foi quem mamou mais. Acho que deu umas duas semanas a mais que as irmãs. Elas faziam ânsia se eu tentava dar o peito. Fiquei triste, decepcionada comigo, porque parecia que eu havia falhado nessa missão. Ainda insisti por vários dias, mas não teve jeito. E muito menos tinha pique e ânimo para tirar leite. Então, partimos para o leite artificial mesmo. Hoje compreendo que fiz o meu melhor. Que sozinha, fiz o que estava ao meu alcance. Quando digo sozinha, entendam que meu marido me ajudou muito e minha mãe também, mas nenhum deles estava 24h ao meu lado porque não podiam, então, muitas vezes tive que me virar como podia. 

Disso tudo, tirei várias lições, e vou listá-las aqui:

1. Leia, se informe, busque grupos de ajuda
Toda informação é bem-vinda. Existem grupos no Facebook de apoio a amamentação gemelar. Pena que eu só descobri isso depois de todo perrengue. 

2. Não se cobre e faça aquilo que estiver ao seu alcance
Você não é super mulher, nem super mãe, você é apenas MÃE, e isso basta. Claro que o leite materno é essencial para o bebê, mas se você não conseguir amamentar por qualquer motivo, não se culpe e saiba que seus filhos podem ser SIM saudáveis, mesmo tomando leite artificial. 

3. Tenha calma
Essa dica parece óbvia, mas não é. Quando trigêmeas choram ao mesmo tempo, se você não mantiver a calma, tudo vai piorar. Primeiro entenda que chorar um pouco não vai fazer mal aos bebês. Eles aguentarão até você preparar a mamadeira ou o local onde vai amamentá-los. 

4. Se organize antes
Eu fazia assim: Preparava as duas mamadeiras e colocava um travesseiro alto no sofá. Deitava as duas no travesseiro, uma ao lado da outra. Colocava a mamadeira na boquinha delas e apoiava com uma fralda embaixo para ajudar a segurar. Pegava a outra e colocava no peito com a ajuda da almofada de amamentação. Ela foi fundamental, pois conseguia ficar com as mãos livres para socorrer as outras se precisasse. As duas que estavam mamando na mamadeira, normalmente terminavam antes. Então, tirava a mamadeira e ficava esperando quem estava mamando no peito terminar. Depois disso começava o processo de fazer arrotar, uma por vez. Quando meu marido ou minha mãe estava em casa, eles davam as mamadeiras e eu ficava livre com o peito, ou seja, muito mais fácil. 

5. Se alimente bem
Isso é fundamental. Eu me sentia fraca, esgotada, porque não conseguia me alimentar direito durante a fase inicial. Separar um tempo para comer é extremamente necessário para quem quer seguir com a amamentação. 

6. Cuide dos alimentos que vai ingerir nesse período
Essa é uma fase que muitos bebês sofrem com cólica, e dependendo do que a mamãe come, os bebês podem sofrer ainda mais. Aqui elas sofreram muito com cólicas, então cortei alimentos que podem causar gases, como refrigerante (que já não tomava desde a gravidez), café, leite, chocolate, feijão, repolho etc. Não existe nenhuma comprovação científica de que esses alimentos causam cólicas nos bebês, mas eu preferi evitar. 

7. Peça ajuda 
Nunca a recuse. Se você conseguir 10 minutos para tomar um banho, comer ou até tirar um cochilo, podem fazer muita diferença no dia a dia. Aproveite!

8. Descanse
Esse foi outro erro meu. Eu queria aproveitar o sono delas para arrumar a casa, lavar roupa etc. Vivia cansada e esgotada. Depois de um tempo, aprendi: no horário de soneca delas, era meu horário de soneca também. Elas precisavam da mamãe disposta e bem fisicamente para cuidar delas. 

9. Cuidado com os palpites
Eles vão aparecer e muito. Eu não precisei enfrentar muitos porque minha família toda mora longe e como as meninas são prematuras, não podíamos receber visitas nas primeiras semanas. Mas mesmo assim, a dica que dou é: Siga seu coração de mãe. Se você acha que deve, faça e se não acha, não faça. 

10. Rotina, rotina e rotina
Crie uma! Você vai ver como vai te ajudar. Crie horários para os bebês e para você. Não existe uma fórmula ou um modelo ideal. Cada mamãe precisa sentir no dia a dia o que fica melhor e ir se adaptando. 


Beijos,
Francielle Martins
Blog: http://muitoamortrigemeos.blogspot.com.br

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