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Mãe de trigêmeas: Trabalhar fora ou não?

s 11:07

Oi, gente! Tudo bem como vocês? Hoje temos uma convidada especial, a querida Francielle Manoel, mãe das trigêmeas mais fofas do mundo!! Ela contará como foi a difícil escolha entre ficar em casa cuidando das meninas ou trabalhar fora. Confiram:

Mãe de trigêmeas: Trabalhar fora ou não?

Quando me casei, sempre falei com meu marido que tinha o sonho de ser dona de casa, mãe e cuidar dos afazeres domésticos. Mas enquanto não tínhamos filhos, sempre trabalhei. Quando engravidei, por ser gravidez de alto risco, logo parei de trabalhar. Nessa época, tínhamos um carrinho de cachorro quente, e trabalhávamos juntos durante o dia preparando as coisas e a noite vendendo. O problema é que tinha que carregar peso, andava muito e não tinha mais condições. Parei com tudo. Fiquei só em casa cuidando do barrigão. 

Depois que as meninas nasceram não tínhamos condições de contratar ajudante, então, ficou só meu marido trabalhando e eu em casa cuidando do trio e de todos os afazeres domésticos. No começo achei que ia surtar porque elas tiveram muita cólica e sofri muito sem ajuda. Mas sobrevivi e comecei a adaptar uma rotina bem rigorosa (maior aliada das mães gemelares). E falando super, hiper, mega sinceramente: amava ser dona de casa e cuidar das minhas filhas. Sou formada, mas nada disso me importava. O fato de poder acompanhar cada desenvolvimento delas, para mim, é fantástico! Até que em setembro de 2014 (as meninas estavam com 1 ano e 4 meses) o emprego bateu na minha porta. Não estava pensando em voltar a trabalhar, mas a nossa situação financeira não estava ajudando muito, afinal com 3 filhas os gastos são enormes. Esse emprego era tudo que eu sempre havia sonhado desde que me formei e não poderia dizer não. Mas e as meninas? Foi uma luta interna que vocês não imaginam. Fui à entrevista sem ter certeza se queria o emprego ou não, confesso.

Meu primeiro drama foi à escolinha. Moramos no interior e aqui só pegam com 1 ano e 8 meses. A diretora da escola disse que aceitaria elas nessa idade, mas quando fui fazer a adaptação com elas não aguentei. As outras crianças eram muito maiores, e as meninas grudadas em mim. Não queriam ficar, só choravam. Foi um caos. Foi aí que resolvemos deixar com minha mãe e eu contratei uma babá para ajudá-la. Mas ainda faltava a adaptação da mamãe aqui na nova rotina. Os primeiros dias foram terríveis. Pedia para minha mãe mandar fotos de 5 em 5 minutos das meninas, queria saber se tinham comido, se tinham feito xixi, coco, rs... Sei lá. Me sentia super mal de não ver tudo isso de perto, no dia a dia. Mas aos poucos isso foi passando. E uma das coisas que melhorou muito, foi minha paciência. Sempre fui paciente, mas agora estou ainda mais. Quando estou com elas, como é por menos tempo, quero aproveitar ao máximo.  Beijo, abraço uma delícia. E elas também estão ficando mais sociáveis, pois estão vendo mais gente, interagindo mais. Acredito que neste ano já conseguirei colocá-las na escolhinha. 

As desvantagens ainda existem. Essa semana mesmo, uma delas, a Micaela, ficou doentinha. Teve febre por vários dias seguidos, ficou com o corpo todo manchadinho e houve uma suspeita de dengue (que não foi confirmada, graças a Deus), mas não pude estar junto, não pude acompanhar de perto. Claro que confio plenamente na minha mãe e no meu marido que cuidaram dela nesses dias, mas meu coração de mãe queria estar juntinho dela. São as desvantagens. Mas tento compensar dando muito carinho e muito amor nos momentos que estamos juntas. Acredito que muitas vezes, vale mais pouco tempo bem aproveitado, do que muito tempo desperdiçado. 

Outra coisa bacana que aconteceu depois que voltei ao trabalho foi à recuperação da minha autoestima. Em casa, só cuidando dos filhos e da casa, muitas vezes passava o dia de pijama. Não tenho vergonha em admitir isso porque a correria é tão grande que realmente não dava conta de me cuidar. Agora estou sempre arrumada, cabelo bonito. Isso deu um "up" pra mim porque eu andava bem para baixo com o visual depois de ganhar as meninas, já que o corpinho, antes lindo e esbelto, deu lugar a uma pancinha teimosa que não desaparece por nada. 

Agora, vivendo os dois lados, não sei dizer qual é o melhor. Mas com toda certeza do mundo, admiro muito as mamães que largam tudo para se dedicar aos filhos, assim como admiro muito quem consegue conciliar a função de mãe com o trabalho. É uma decisão difícil e muitas vezes cruel, mas necessária. Então, um conselho que dou é: não se fruste com sua decisão, seja ela qual for. Os dois lados tem suas vantagens e suas desvantagens. A melhor saída é achar um ponto de equilíbio e conseguir usar o tempo com os filhos de maneira proveitosa, seja trabalhando ou não. 

Gostaram? A Francielle também tem um blog venham conferir: http://muitoamortrigemeos.blogspot.com.br!!!

Seja sempre bem-vinda Fran!!


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