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7 Dicas para não gritar com seus filhos

s 15:31

7 Dicas para não gritar com seus filhos

A cada dia a rotina das mães se torna mais intensa e dinâmica. A pressão social do mundo atual tem deixado às mulheres sobrecarregadas e cansadas. Somado a isso, novas "regras" de educação infantil tem feito com que muitas se sintam em conflito sobre como criar e educar os seus filhos. Com a lei da palmada e estudos sobre o assunto, bater nos filhos se tornou proibido devido as possíveis consequências negativas para as crianças. Assim, o comportamento de elevar a voz se tornou o recurso "educativo" mais comum com o intuito de impor disciplina aos filhos. 

O problema dos gritos, no entanto são os prejuízos que eles podem trazer para as crianças, os pais e toda a família. Isso acontece porque o ato de gritar é um comportamento de perda de controle e explosão emocional e não uma estratégia de educação. Ao gritar com uma criança os pais estão liberando suas emoções negativas de ansiedade, irritabilidade, estresse e tensão emocional que, muitas vezes, não são relacionados exclusivamente aos comportamentos da criança, mas à rotina adulta em geral. Após perder o controle e gritar com os filhos a mãe tende a sentir-se culpada e angustiada, pois reconhece que poderia ter agido de outra forma. 

Alguns estudos da Psicologia e Pedagogia revelam que gritos e xingamentos podem trazer as mesmas consequências psicológicas da agressão física podendo causar depressão, ansiedade ou baixa autoestima nas crianças. Essas consequências estão relacionadas ao fato de o grito provocar o sentimento de medo e não de respeito. Quando um adulto grita com uma criança ela não consegue assimilar o conteúdo e o significado das palavras gritadas e internaliza apenas o sentimento de raiva transmitido  pelo tom de voz alterado, fazendo com que a criança sinta-se assustada e angustiada, porém não compreenda exatamente o que fez de errado. 

Além disso, o grito ensinará as crianças a lidarem com os problemas de forma errada. Elas podem tornarem-se agressivas, aprendendo a gritar como os pais ou tornarem-se passivas, pois teme a reação de outras pessoas. Assim, essas crianças, ao chegarem à vida adulta não serão capazes de expor seus sentimentos e emoções de forma honesta, sem agredir outras pessoas e sem se permitir serem agredidas. 

Diante dos riscos e consequências que os gritos podem provocar nas crianças, seguem 7 dicas para ajudar a não gritar com os seus filhos:

1. Tenha consciência do problema

Se você não admitir para si mesma que tem gritado com frequência com os seus filhos, isso nunca vai mudar. Tenha em mente que nenhuma mãe ou pai é perfeito, mas todos devem buscar sempre acertar e corrigir os próprios erros. Então, admita para si mesma que você errou ao gritar com as crianças, mas que não é a única a agir dessa forma. Observe em quais situações da sua rotina com os seus filhos vovê costuma gritar com mais frequência. Na hora do banho? Na hora de ir à escola? Quando brigam entre si? Ao identificar em quais situações você costuma utilizar o grito mais vezes reflita sobre outras formas que você poderia lidar com o problema sem precisar alterar o tom de voz. 

2. Substitua o grito por outras técnicas educativas

Gritar não é a única e nem a melhor forma de ensinar os seus filhos a fazerem a coisa certa. Existem outras estratégias que você pode utilizar antes de ficar gritando por aí. Muito mais aconselhável que palmadas e gritos é o uso de técnicas de punição e reforço de comportamento. Elas funcionam da seguinte forma: sempre que o seu filho fazer algo de errado você pode estabelecer um castigo. Esse castigo pode ser qualquer coisa imediata como colocá-lo sozinho no sofá por alguns minutos afim de que ele possa refletir sobre o que fez. Quando ele agir de forma correta, poderá reforçar esse comportamento com carinhos e elogios. Castigos como ficar sem televisão ou vídeo game, cortes de mesada ou não poder usar um determinado brinquedo também funcionam. 

3. Estimule o diálogo familiar

Em qualquer situação a conversa entre pais e filhos será sempre a decisão mais acertada e segura. Você pode e deve conversar com os seus filhos sobre todas as coisas em diversos momentos do seu dia. Conversar sobre o comportamento de outras crianças, sobre filmes e desenhos animados, sobre a sua rotina estressante e outros assuntos irão estimular seus filhos a refletirem sobre o que é certo e o que é errado sem que necessariamente ele precise ter feito algo que você não gostou. Durante o almoço, o jantar, a ida à escola, você pode contar casos, dar sua opinião e ouvir a opinião de seus filhos sobre tais assuntos. Conversar abertamente sobre pontos de vista, sentimentos, vontades e situações específicas ajudam as crianças a desenvolverem a sensibilidade, a empatia e a sabedoria em suas escolhas. 

4. Tente se controlar

Quando a vontade de gritar aparecer utilize estratégias para controlar esse impulso. Saia de perto do seu filho, vá ao banheiro, beba água, ouça música, respire fundo. Enfim, vale qualquer coisa para controlar o impulso e refletir mais calmamente sobre o que fazer a respeito do nervoso que está sentindo e o comportamento de seu filho. Pense o seguinte: vale a pena  amedrontar o meu filho e abalar sua autoestima só porque ele derrubou suco no chão?

5. Relaxa

Os gritos constantes fazem parte de um desabafo emocional. Talvez você esteja demasiadamente cansada e estressada e esteja descontando esse estresse nas crianças. Se esse for o seu caso reflita sobre a sua rotina e pense o que você pode fazer para minimizar o estresse e o cansaço. Cuide de si mesma. Diminua as responsabilidades, durma mais, busque uma ajudante, cuide da sua saúde. Mesmo que facilitar a rotina implique em deixar algumas coisas sem fazer, lembre-se que a sua paz de espírito é importante para a sua saúde e para a sua relação com os seus filhos. 

6. Peça desculpas

Se, mesmo diante de todas essas dicas você não conseguir controlar o impulso de gritar com o seu filho, peça desculpas a ele assim que você se acalmar. Mesmo pequena a criança pode entender emoções e reações emocionais. Por isso, você pode chamar o seu filho e explicá-lo que não deveria ter gritado, pois essa não é uma atitude correta, porém, diga-lhe que a atitude dele te irritou e te entristeceu, fazendo você perder o controle emocional. Após fazer o pedido de desculpas e escutar o perdão de seu filho fale sobre o comportamento errado dele que te irritou, explique porque não quer que ele se comporte dessa forma e estabeleça uma regra para as próximas vezes que ele vier a repetir tal comportamento. 

7. Procure ajuda de um profissional

Os gritos tendem a acontecer quando a pessoa está no limite das emoções, podendo ser um sintoma de estafa ou estresse emocional. Sendo assim, se após várias tentativas de controlar o grito relaxar e modificar a sua atitude diante de seu filho, você não consegue parar de gritar e continua "berrando" pela casa, procure ajuda de um profissional. Em muitos casos apenas um psicólogo poderá te ajudar a descobrir a origem do seu comportamento e a sugerir a melhor forma de lidar com ele.

Essas dicas não terão efeito imediato e repentino, mas dependerão do seu esforço e dedicação para que as mudanças comportamentais necessárias se estabeleçam e assim você possa desenvolver uma relação saudável com seus filhos e com suas emoções. 


Postado por: Tahiana Andrade S. Borges
E-mail: taiborges.psicologa@hotmail.com
Página no Facebook: https://www.facebook.com/psicologianoseudiaadia
Psicóloga clínica e Especialista em Gestão de Pessoas - CRP03/IP7420


                      
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