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A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

s 09:53

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia é emocionante! Muitas mães passam o mesmo que ela, e sei que com o relato dela, muitas verão que tudo acontece no tempo de Deus.

Confiram a história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

"Questionávamos porquê conosco, víamos muitas pessoas em nossa volta, ficarem grávidas sem desejarem e, nós que tanto queríamos, não éramos abençoados."

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

Falar sobre a minha gravidez é contar um lindo momento de amor, um reencontro que mudou minha vida completamente, tão completamente como mudar da água para o vinho. Vamos lá então: 

Conheci meu esposo há alguns anos atrás, porém como ainda não era o destino, nos separamos, ficamos 4 anos sem termos contato, a não ser quando passava mal e precisava de cuidados médicos. Em um belo dia, nesses em que o destino nos reserva, nos reencontramos e naquele momento mágico senti que aquele homem sim, eram meu e eu dele. Decidimos ficar juntos, foi tudo muito rápido, afinal depois de alguns anos afastados tínhamos a certeza que isso deveria acontecer.

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

Após algum tempo de casados já estava tentando engravidar e, como não estava conseguindo, decidimos fazer alguns exames cujos resultados mostraram que não poderia engravidar naturalmente, pois foi constatado que tinha endometriose e, além disso meu esposo também tinha oligoespermia (baixa produção de espermatozoides), fiquei-me questionando muito, porém acredite na medicina. 

Partimos confiantes para tentarmos um tratamento de fertilização. Após a preparação e a colocação dos embriões, esperamos alguns dias, conforme a técnica, aguardando o prazo para realizar o teste de gravidez. Porém na madrugada desse dia, tive forte sangramento, mas apesar disso entramos em contato com o médico, que pediu que o exame fosse realizado mesmo nessas condições, pois ele poderia indicar qual o caminho a percorrer em caso de nova tentativa. O resultado foi negativo e foi um balde de água bem fria em nossas vidas, tendo interferido até em nosso relacionamento. 

Questionávamos porque conosco, víamos muitas pessoas em nossa volta, ficarem grávidas sem desejarem e, nós que tanto queríamos, não éramos abençoados. Meu esposo ficou um tempo sem participar de aniversários de crianças, aquilo o fazia sofrer muito, vivemos um luto sozinhos, sem compartilhar com ninguém, nem mesmo conseguíamos conversar sobre isso. Após o primeiro insucesso, muito receosa de tentar novamente, decidimos focar no trabalho, dando tempo para superar o trauma. Com o tempo conseguir perceber que na primeira tentativa confiei apenas na medicina e na certeza do sucesso, esquecendo que tido na vida depende exclusivamente da vontade do PAI, e que tudo o que passamos não tinha sido castigo, e sim, um aprendizado e uma forma de abrir os olhos e ter a certeza de que nada acontece sem o consentimento Dele e no tempo de Deus.

Após essa consciência, me senti preparada para uma próxima tentativa. Já havia passado quase 1 ano e decidi que para que tudo desse certo, precisaria dedicar-me totalmente ao tratamento. Sai do emprego e voltei ao consultório do meu médico. Foram realizados novos exames e fomos avisados que nesses exames a dosagem de anticorpos que poderiam interferir na fixação dos embriões no meu útero estava bem elevados e, que isso poderia atrapalhar bastante o sucesso do procedimento. Fui informada que deveria fazer uso de anticoagulante injetável durante todo tratamento e gestação por causa disso. Com muita vontade no coração e firme na nossa fé, seguimos adiante. 

Pedi para o meu médico para refazer alguns exames, após alguns dias e ele disse que não seria necessário. pois era IMPOSSÍVEL eles terem tido uma melhora, insisti, e ele refez, pois tinha confiança que Deus reservava o melhor para nós. Quando chegou o resultado desse exame de dosagem dos meus anticorpos, onde dizia que tinham estabilizado, o médico perguntou "o que tinha acontecido nesse tempo para eles terem mudado". E respondi que estava tudo nas mãos de Deus, e que Ele sabia o que iria acontecer!

O procedimento foi feito, fiquei de repouso por 15 dias, quieta, apenas orando e pedindo a Deus que fosse feita a vontade dele. Na véspera da coleta do BHCG, tive um pequeno sangramento e me desesperei, chorei muito, tudo estava acontecendo novamente. Foi aí que vi a maravilha que Deus tinha mandado em minha vida, meu esposo, segurou a minha mão e falou: "Vai dar tudo certo, calma, o chefe lá em cima me falou que tudo vai dar certo. Ele vai nos ajudar!". Mas pedir calma para quem já tinha vivido, era complicado. Calma era a palavra que menos fazia parte do meu vocabulário naquele momento. Aquela foi a noite mais longa da minha vida, porém especial. Em um breve momento de sono, sonhei com um anjo muito lindo me falando para acalmar, que tudo já tinha dado certo. 

Acordei assustada, pois já era 5hs da manha, levantei, me arrumei e fomos para o laboratório, nesse horário, acreditem! Após algumas horas, recebemos a notícia maravilhosa: Estávamos grávidos! Muito choro, pernas tremendo. A primeira etapa tinha dado certo, mas ainda não me sentia segura, pois tinha que esperar mais uma semana e refazer o exame, conforme protocolo. Só quem passou por tratamento de fertilização sabe como são angustiantes esses dias. Chegamos ao dia 16 de abril de 2012 e refiz o teste e o resultado continuou POSITIVO! Fomos ao consultório e logo o Dr. fez o primeiro ultrassom e o milagre aconteceu duplamente, não eram um coração, mais sim, dois corações "sambando" dentro de mim!

Meu Deus quanta felicidade, quanta alegria, não sabíamos o que fazer, meu esposo chorava e eu meio perdida ainda, só agradecemos a Deus. Não tive uma gestação fácil. Houve outros sangramentos e sentia fortes dores. Meu obstetra pediu repouso absoluto. Até para comprar as coisas dos pequenos era difícil, pois pequenos esforços me cansavam e, me deixavam com dores. 

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

Durante a gestação infelizmente escutei muitas coisas negativas e, por isso preferia ficar isolada no meu mundo de casa, rezando pedindo aos anjos que protegessem meus pequenos e minha gestação. No dia 6 de novembro, estava-me sentindo bem e, por isso decidi sair um pouco com uma amiga que acabara de voltar dos Estados Unidos. Fomos em uma feirinha próxima a minha residência (desobedecendo a ordem médica). Andamos um pouquinho e como percebi que a dor aumentou um pouco, resolvi voltar para casa. Na minha inocência achava que fosse mais uma das minhas dores que me acompanharam durante toda a gestação. 

Nesse dia meu esposo estaria de plantão, mas resolveu trocar o plantão e ficar comigo e descansar. A intensidade da dor foi aumentando e a única posição que eu achava que melhorava era quando eu ia ao banheiro e ficava lá sentada. Numa dessas idas ao banheiro meu marido percebeu o meu comportamento e já falou que iríamos ao hospital fazer uma avaliação e colher um exame de urina. A dor e meu comportamento não estavam normais. Até não queria ir, mas acabei me rendendo, devido a dor. 

Chegamos a maternidade, fui avaliada pela obstetra que me falou que já estava com 9 cm de dilatação! Não me deixou nem levantar da maca. Já fui direto para o centro cirúrgico. Meu marido começou a ligar para meu médico e para pediatra para avisar do ocorrido. Meu mundo estava de cabeça para baixo. Tinha levado apenas o documento e a carteirinha de convênio, estávamos tão certos que não era nada que nem a porta do apartamento nós trancamos. Apenas rezava para nossa senhora do bom parto me proteger. Tentei falar com minha mãe e não estava conseguindo, o que me deixava mais nervosa ainda. Foi aí que senti uma forte presença de nossa senhora na sala de cirurgia, principalmente quando vi que a pediatra das crianças Dr.ª Mariela Molina como sentir algo muito bom perto de mim, me senti segura e tranquila. 

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

A cesariana não foi muito tranquila, meu termômetro era olhar para a face do meu esposo que naquele momento não sabia se era pai, ou se era médico. Em meio a esse clima tenso, meus pequenos nasceram. Era madrugada do dia 7 de novembro. Primeiro nasceu o Miguel, pesando 2,175kg e chorando alto. Dois minutos depois, nasceu o Davi, quietinho, apenas com os olhos bem abertos, já observando tudo, pesando 1,300kg. Vi os dois rapidamente e, em seguida, foram direto para UTI. O parto terminou, e não conseguia dormir, agradecia a Deus a todo minuto, e não via a hora de poder entrar na UTI, minha cabeça não conseguia parar de pensar em como eles estariam naquele lugar. Queria poder senti-los, beijá-los, enfim, tudo que uma mãe sente quando têm seus filhos.

Ser mãe de UTI é aprender conviver com várias emoções simultâneas, é suportar a dor da cesárea sem reclamar, é escutar sons de aparelhos apitando a todo momento, é aprender a dar forças para outras mães, conhecendo novas história de superação. É alegrar-se com cada grama conquistada, é babar pelos filhos olhando através de uma incubadora, é aprender a respeitar horários, é ter vontade de ultrapassar o limite do cansaço físico e emocional, é chegar em casa e ver os berços vazios, as roupas imensas, até mesmo aquelas PP e conhecer toda equipe médica da UTI.

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

Agradeço cada dia por cada amizade feita naquele lugar, por cada gesto de carinho comigo e com meus pequenos. Um dos gestos que mais me emocionou, foi quando uma auxiliar de limpeza veio ao meu encontro e perguntou se eu era mãe do Miguel. Respondi que sim, então ela me disse: "Guardei a pulseira dele para senhora. Percebi que ela caiu quando vocês foram embora e tenho certeza que a senhora iria guardar ela para sempre!". Essa atitude me deixou super emocionada. 

No total Miguel permaneceu por 9 dias na UTI e o Davi ficou internado na UTI durante 21 dias. Só tive a oportunidade de pegar o Miguel no colo após 3 dias do seu nascimento, para poder sentir o cheiro dele e acalentá-lo. A espera com o Davi foi maior, e só tive a oportunidade, após intermináveis 14 dias. Para uma pessoa ansiosa como eu, extremamente ativa, esse tempo foi uma eternidade. E tudo isso me fez avaliar a vida e aprender a desacelerar um pouco. Nesse período pude contatar o quanto é verdadeira a frase: "Deus nunca dá um fardo maior do que podemos carregar!". Após 21 dias a novela chegou ao fim e finalmente todos estavam juntos, em família, no nosso lar.

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

Os meses foram passando e com eles as cólicas, as famosas viroses e a temida pneumonia. Superamos e aprendemos com cada um desses desafios. Meu esposo nesses 11 meses tem-me ajudado muito, apesar dele trabalhar o dia todo, quando chega, sempre me auxilia. Nos revezamos sempre, a não ser nos dias que eu sei que ele tem compromisso cirúrgico. Não temos babá, assim como muitas mães gemelares. Minha mãe mora longe, numa cidade vizinha. 

No 1º mês ela foi fundamental, afinal tinha que deixar o Miguel com ela para poder ficar com o Davi na UTI. Minha sogra também mora fora, veio para Cuiabá e ficou no final do ano conosco para conhecer os pequenos e dar uma ajuda. No mais conto com a ajuda da minha secretária da casa. Quando estamos apertados e nos finais de semana recorro a casa dos padrinhos para passear um pouco, ou na chácara do vovô. 

A história da mamãe de gêmeos Hingridi Cardia

Nossa vida mudou demais, porém para melhor. Agradeço a Deus pelo dom da vida dos meus pequenos, a vida do meu amado esposo. Acredite sempre, que o impossível, Deus pode realizar, basta esperar, confiar que o Senhor agirá!

Hingridi, seja sempre bem-vinda ao Gemelares.com.br!

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Comentrios
2 Comentrios

2 COMENTÁRIOS:

  1. Poxa que história emocionante, mas principalmente de muita fé! É impossível ler o depoimento tão fantástico e não chorar. Parabéns ao casal e que Deus os abençoe ainda mais!

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  2. que linda sua história amiga!!! me fez chorar. ah, e eu sou a amiga irresponsável que levou a grávida linda pra comer numa feirinha gourmet!

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Obrigada pela visita em breve retribuirei!

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