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Aleitamento Materno

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Aleitamento Materno

O leite humano é rico em hidrato de carbono, necessário para o desenvolvimento cerebral da criança e tem uma grande complexidade biológica, pois é composto por substâncias imunológicas, hormônios, enzimas, fatores de crescimento necessários ao desenvolvimento adequado e maturação do trato gastro intestinal do recém-nascido (RN). Também possui a capacidade de adaptação às diferentes necessidades da criança ao longo do tempo, modificando sua composição, volume, o que facilita sua adaptação à vida extrauterina

O leite materno (LM) é o alimento ideal para todas as crianças, sendo indicado o aleitamento materno exclusivo (AME) até os 6 anos de idade e, sendo mantido associado até o segundo ano de vida.

Durante o período de pré-natal, todas as mulheres grávidas devem receber informações no que diz respeito ao início do aleitamento materno e suas vantagens; a importância do contato pele a pele, do início precoce do AM, do comportamento do bebê, da postura correta, composição e importância do colostro. 

Na sala de parto, o contato pele a pele após o nascimento do RN a termo com sua mãe, fortalece os laços afetivos entre a mãe e o bebê e aumenta a auto-confiança da mãe para cuidar de seu filho. A primeira hora de vida do RN é muito importante para o início e a manutenção do AM. O contato pele a pele precoce faz parte dos 10 passos para o sucesso do aleitamento materno.

Aleitamento Materno

Após a primeira mamada na sala de parto, mesmo que esta não tenha ocorrido, o RN deve permanecer ao lado de sua mãe, que deverá oferecer o seio, o mais breve possível e com frequência. A maioria dos bebês permanecem acordados e ativos durante as primeiras 2 a 4 horas após o nascimento, e após este período eles passam a ficar sonolentos e desinteressados do ambiente e até mesmo do seio materno, período que pode durar 12 horas.

O cansaço materno é um dos inimigos da AM, por isso é muito importante orientar a mãe para descansar os períodos do sono do bebê, independente do horário do dia. O excesso de visitas durante a permanência no hospital, dificulta o repouso da mãe e pode também interferir na amamentação.

Durante as primeiras semanas, a mãe deve ser encorajada a oferecer o seio materno que a criança manifestar sinais precoce de fome. Esclarecer aos pais que não devem esperar o bebê chorar para oferecerem o seio materno, pois o choro é um sinal tardio de fome. Neste período, o bebê deve mamar em média de 8 a 12 vezes ao dia. A mãe deve oferecer os dois seios a cada mamada, alternando o seio que o lactente mamará primeiro, para que ambos recebam o mesmo estímulo. Nas primeiras semanas, a mãe deve acordá-lo. Quando a amamentação estiver bem estabelecida, a frequência das mamadas pode ficar em torno de 8 vezes ao dia.

Em relação ao aleitamento do recém-nascido prematuro, vale ressaltar que o leite de mães de prematuros, principalmente nas primeiras 2 semanas após o parto, contém maior valor calórico, maior concentração de gordura, proteína e sódio e menor concentração de lactose, cálcio e fósforo em comparação com o leite de mães de termo.

O RN prematuro (RNPT), pela imaturidade dos sistema imunológico, motor e estomatognático, apresenta padrões oromotores anormais relacionados com a idade gestacional. Quanto menor a idade gestacional, maior a desorganização nutritiva, e a melhora no padrão de sucção começa a ocorrer nos prematuros saudáveis entre 32 e 36 semanas de idade pós-concepcional. O ritmo das mamadas do prematuro costuma ser mais lentas, longas e podem ocorrer engasgos frequentes.

A sucção no seio materno permite que a musculatura da língua seja bem trabalhada e assim permaneça mais anteriorizada, desobstruindo a orofaringe e permitindo a passagem livre do fluxo do ar. Durante a amamentação, a língua, o lábio inferior e a mandíbula se movimentam harmonicamente para extrair o leite da mama por meio da ordenha, que deve ser iniciada, se possível, logo após o parto (no máximo até 48 horas, o ideal é nas primeiras 6 horas) e manter intervalos regulares, de 8-10 vezes ao dia, podendo ser a ordenha manual ou mecânica. Antes da ordenha é fundamental que ocorra a lavagem cuidadosa das mãos e de massagem em todos os quadrantes da mama, para facilitar o reflexo de ejeção do leite.

Quando se interna um RNPT na UTI neonatal, suas mães, na maioria das vezes, são estimuladas a esgotar o seu leite para oferecer ao bebê por meio da mamadeira, gavagem ou copinho. Mais tarde, quando as condições clínicas da criança permite, incia-se a alimentação ao seio materno; para algumas mães, este processo  ocorre em curto espaço de tempo e sem problemas; para outras, este tempo é mais prolongado e frustrante. Sentimentos maternos de vulnerabilidade e insegurança, desmotivação para amamentar antes do parto e praticidade com o uso da mamadeira são importantes fatores que dificultam o AM dos prematuros internados em UTIN. Um problema comum nas UTIN é o ganho insuficiente de peso que ocorre nos prematuros de muito baixo peso (>1500g) e diante de tal fato o pediatra se vê na obrigação de introduzir fórmulas industrializadas mais calóricas durante alguns dias, reduzindo o uso de LM nestas crianças. 

Aleitamento Materno

A amamentação em gêmeos é um grande desafio, e o maior obstáculo não é a quantidade de leite que pode ser produzida, mas a indisponibilidade da mulher. O melhor momento para iniciar a amamentação é logo após o nascimento, sempre que possível. Se um dos bebês não está em condições de sugar, a mulher deve iniciar a ordenha manual o mais precocemente possível. Por mais difícil que possa ser, é muito importante que as crianças sejam amamentadas em livre demanda. Somente haverá produção suficiente para cada uma delas, se a mãe amamentar ou ordenhar, com frequência e em livre demanda, e para isso é necessário fazer o esvaziamento das mamas no mínimo 8 a 9 vezes ao dia.

Algumas variações para amamentar os bebês: 
  • Alternância de bebês e mamas em cada mamada. Desta maneira se o bebê "1" começou a mamar na mama direita em uma mamada, na próxima ele deverá iniciar na mama esquerda, independentemente se os bebês mamarem em uma só mama ou nas duas. Uma variação deste método é oferecer o peito mais cheio ao bebê "1" que mostrar interesse em mamar. A alternância de bebês e mamas em cada mamada é muito utilizada nas primeiras semanas de vida.
  • Alternância de bebês e mamas a cada 24 horas. Neste caso o bebê "1" inicia todas as mamadas do dia em uma determinada mama e, no dia seguinte, inicia as mamadas na outra mama.
  • Escolha uma mama específica para cada bebê. Nesta circunstância, cada mama se adapta às necessidades de cada bebê. Porém, pode haver diferença no tamanho das mamas, diminuição da produção de leite se uma das crianças não sugar eficientemente e recusa dos bebês em mamar na mama do "outro" em caso de necessidade. 
A amamentação de 2 bebês ao mesmo tempo economiza tempo e permite satisfazer as demandas dos bebês imediatamente. Para isso a mãe necessitará de ajuda para posicionar as crianças. 

Posições para amamentação simultânea:


É possível e desejável a amamentação plena de múltiplas crianças; mas para isso, a mãe deve estar preparada e receber auxílio adicional. 

Armazenamento do leite humano ordenhado

O recipiente adequado para o armazenamento do leite ordenhado é importante para preservar sua constituição nutricional e imunológica. Os recipientes de vidro e os de plásticos, como o polipropileno e o policarbonato, são os mais adequados. 

O tempo de conservação recomendado para o LM cru é de 12 horas em refrigeração até 5ºC e para o leite humano pasteurizado é de 24 horas. Quando o leite for pasteurizado em banco de leite, poderá ser armazenado no congelador da geladeira ou freezer (temperatura inferior a -3ºC) por 6 meses. E o tempo de congelamento do leite cru é de até 15 dias. 

  • Confira também Amamentação de gêmeos clicando aqui!

          

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Postado por: Drº Fabíola Acayaba de Toledo
E-mail: bibyfa@uol.com.br
Casada, mãe das gêmeas Sofia e Lívia
Pediatra - CRM 112364/SP, com especialização em Nefrologia Pediatríca


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