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Síndrome de transfusão feto-fetal

s 08:16

Você sabe o que é? Hoje temos uma convidada especial: A mamãe de Gemelares Juliana Belli! Ela vai esclarecer sobre essa síndrome e ainda relata a experiência que teve durante a sua gestação gemelar:

Das gestações gemelares 20 a 30% são Gestações monozigóticas ou os chamados gêmeos idênticos. E dessas apenas 2/3 são gestações monocroniônicas (uma placenta) e diamnióticas (duas bolsas de líquido amniótico). A incidência da síndrome ocorre apenas em 5 a 15% dessas gestações. 



O que é essa síndrome?

A síndrome de transfusão feto-fetal acontece quando numa gravidez monocroniônica, diamniótica existem comunicações de vasos sanguíneos na placenta fazendo com que um dos fetos passe a ser doador e outro receptor. O feto doador tem tamanho menor, menos líquido amniótico em sua bolsa e pode desenvolver anemia pela falta de fluxo sanguíneo. Já o receptor geralmente é maior e tem mais líquido em sua bolsa, mas também pode sofrer com problemas de insuficiência cardíaca, pelo grande fluxo sanguíneo. E resumo, não é bom para nenhum dos dois. a mortalidade pode chegar a 100% dos casos em que não houver nenhum tratamento, mas essa pode diminuir consideravelmente quando se faz um tratamento adequado, como amniocentese seriada para balancear a quantidade de líquido da bolsa maior e a cirurgia a laser que traz excelentes resultados chegando o índice de sucesso a 65% a 85% dos casos.

Bebês que sofrem com essa síndrome tem maior chance de ter problemas neurológicos, cardíacos ou renal mas quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento adequado, junto com um bom acompanhamento que deve ser semanal, os ricos de isso acontecer diminui consideravelmente. Por isso é imprescindível um pré natal bem feito e os ultrassons feitos em um  lugar de confiança. Peça sempre informações quando for a uma clínica que você não conhece, meu diagnóstico demorou pois fiz minhas primeiras ultrassons com um "charlatão" aqui da cidade. 


O Diagnóstico:

É feito através de ultrassonografia.

Tratamento:

Pode ser feito por amniocentese seriada, onde se retira um volume de líquido amniótico para aliviar um pouco a bolsa maior e também a fotoscopia a laser, que é considerado hoje o melhor tratamento para síndrome, pois cauteriza as ligações dos vasos cessando o fluxo sanguíneo entre os bebês. 

Hoje já é possível fazer o tratamento sem custo nenhum em dois lugares do Brasil: Na UNICAMP ou CAISM (Centro Integrado de Saúde da Mulher), onde fiz o meu tratamento, e digo que o atendimento é maravilhoso! Me senti super segura e acolhida pela equipe que é fantástica. A estrutura do hospital é maravilhosa. A referência lá é o Dr. Fábio Peralta, especialista, mestre e doutor em medicina fetal. Tenho o contato para quem precisar. E no instituto Fio Cruz no Rio de Janeiro.

Um pouco da minha história:

Descobri minha gravidez em maio de 2012, e na primeira ultrassom a surpresa: Gêmeos! Ficamos muito felizes em saber que estávamos esperando dois bebês. Detalhe, tenho um menino de 17 anos e uma menina de 10 anos.



Iniciei meu pré-natal no posto de saúde do meu bairro, onde sempre fui super atendida quando precisei, equipe ótima! Mas com 18 semanas começaram os problemas, muitas dores nas costas, não conseguia comer ou dormir direito. A barriga crescia rápido demais fazendo com que eu ficasse quase todo tempo basicamente deitada. Foi em uma dessas idas a médica, poque não me sentir bem, que ela me pediu uma ultrassonografia. No resultado desse exame percebemos uma discrepância no tamanho dos bebês. Então fui encaminhada para outro local, onde fazia acompanhamentos das gestantes de alto risco. Lá encontrei um anjo, Dr. Mylne Martins Lavado, uma benção em nossas vidas. A Dr. já desconfiando, me pediu uma ultrassonografia morfológica, que realizei com ela mesma e começou o tormento.

Não foi possível diagnosticar e fui encaminhada para um internamento da segunda-feira. A Dr. disse: Passe o final de semana em casa, e na segunda ficaria internada vamos internar e fazer alguns exames e ver se conseguimos confirmar minha suspeitas, mas a princípio te digo que nenhuma das opções são boas. fui para casa e me "enterrei" na internet buscando informações sobre a síndrome, e tudo que achei me doía demais, pois só falava de morte, morte e morte.

Não contei a ninguém, a não ser para meu esposo, mas de maneira sutil, sem expor a tal gravidade. Meu esposo é motorista, carreteiro, viajaria na segunda e não queria que ele fosse preocupado. Na segunda, no fim da tarde internei, fiz alguns exames e passe a noite no hospital. Na manhã seguinte a Dr. veio conversar comigo e marcamos uma ultrassonografia novamente. A tarde fiz e o resultado era dramático! Tudo levava a crer que era realmente a síndrome, mas como o volume de líquido era muito grande não era possível saber se estavam em bolsas diferentes ou não. Mas estava mais para ser realmente a síndrome sim! Em pedaços fui levada de volta ao quarto, onde chorei por horas desesperada. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. 



Minha médica veio me ver e me disse que faríamos uma amniocentese para retirar o líquido amniótico para aliviar um pouco, já que minha barriga pareia ser de 38 semanas. No dia seguinte a amniocentese e na sala da cirurgia veio a confirmação: Era mesmo a síndrome! Desabei novamente, junto comigo minha médica chorou também. Mas me encheu de esperanças, dizendo que eu poderia fazer o tratamento de graça em Campinas, na UNICAMP. Até então eu sabia que esse procedimento só era realizado particular, chegando a custar perto de 20 mil reais. No dia seguinte recebi alta e fui passar o final de semana em casa, com retorno já marcado para acertar os detalhes da viajem para Campinas. 

Na terça quando chego para consulta, minha médica já me leva para o ultrassom e diz que tenho que ser forte, pois se eu voltasse com um bebê, já seria uma vitória. Estavam os dois em grande risco. Minha viajem deveria ser no outro dia, bem cedo. Pegamos o avião as 7:45hs da manhã, as 9:00hs estávamos em Campinas. A tarde eu tinha ressonância marcada, mas não consegui fazer, a barriga estava muito grande e ficava apertada na máquina. Então fomos com o Dr. Valdssom para o CAISM, na UNICAMP, lá conheci uma amiga que trago até hoje no meu coração, que passava pelo mesmo tormento que eu. Fizemos diversos exames, ultrassonografia, ecocardio dos bebês e internamos para realizar a cirurgia no dia seguinte. 

Eu não dormi, claro! A ansiedade era demais. Enfim, chegou a hora da cirurgia: Entrei na sala as 11:00hs da manhã e saí as 15:30hs, foi tudo tranquilo e a equipe uns amores. O Dr. Fábio Peralta, um anjo de pessoa. Cheguei no quarto perto das 17:00hs. Passei a noite bem, sem problemas. No outro dia, mais exames e a alta. No sábado voei de volta para Itajaí, onde moro. Depois disso tudo ia bem até o décimo dia após a cirurgia, quando em uma ultrassonografia de rotina, eram semanais, um dos bebês estava com hidropsia. Meu mundo desabou novamente. Todos me diziam que ele não ia aguentar. Dois dias depois, nova consulta, outra ultrassonografia, e a surpresa: Meu guerreiro lutava pela vida "com unhas e dentes" e vinha se recuperando muito bem! 


Aos poucos fomos vencendo essa doença! Meu parto tinha previsão de ser com 29 semanas, mas íamos ganhando 1 semana por semana, até que chegamos a 35 semanas e 3 dias, quando a Dr. Mylene achou por bem interromper a gravidez por envelhecimento da placenta. Meus pequenos nasceram no dia 08/11/20, completamente saudáveis, não foram para neo, contrariaram todos os prognósticos. Tivemos alta e hoje escrevo nossa história revesando com eles em meu colo, o tempo todo sorrindo, como se estivessem dizendo: "Vencemos mamãe!"

A mamãe Juliana Belli lançou a página "Síndrome de transfusão feto fetal" no facebook, para conhecer e fazer parte clique aqui.

    
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Beijos da Jú,
Autora do Gemelares.com.br!
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Comentrios
6 Comentrios

6 COMENTÁRIOS:

  1. Qual o contato desse medico?? Estou desesperada , sou de natal rn . Por favor me ajude.

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  2. tb sou mamãe de gemeas e precisei tirá-las com 35 semanas pois estavam tendo o princípio dessa síndrome... Graças a Deus hj elas estão bem e no dia 11.10.13 completam 4 meses...

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  3. Tb sou mamãe de gemeas q tiveram princípio dessa síndrome com 34 semanas... Tive q tirá-las com 35 semanas para q não acontecesse o pior.. Mas graças a Deus nasceram perfeitas e saudáveis e no dia 11.10.13 completam 4 meses....

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  4. Eu descobri q estava com essa sindrome com 25 semanas me internaram as pressas fiz a retirada do líquido tbm mais ñ adiantou a g2 estava com muito excesso d líquido fizeram minha cesariana com 26 semanas os mmédicos m falaram q elas só tinham 15% de chance de sobreviver Victoria nasceu com 670 gramas e Yasmim 1200 muito inchada precisou ser reanimada três vezes na sala d parto mais eu tinha fé q tudo aquilo ali iria acabar foram longos 68 dias d internação várias complicações porém nada é impossível para Deus Yasmim teve hemorragia intra craniana grau 3 e Vic teve q operar o coraçãozinho hj mminhas filhas estão com 1 ano e 4 meses de pura saúde E O MAIS IMPORTANTE SEM NENHUMA SEQUELA ñ importa o problema q vc esteja passando confie em Deus pois só ele dá a palavra final

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    Respostas
    1. Descobri o mesmo problema com 25 semanas também... mas dá um desespero...Tento ser forte, mas desabo..muito bom ler sua história.
      Meu nome é Josely email josydireito@yahoo.com.br

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  5. Meus bebês nasceram de duas bolsas e uma placenta e com a diferença de 1kg será que teve essa síndrome e eu não sei? Ambos passam bem hj com 7 meses.

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Obrigada pela visita em breve retribuirei!

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