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Princesas e Heróis

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Conversava um dia desses com Marcos Ribeiro, expert em sexualidade infantil, o qual sou fã nº1. Sempre que surge esta oportunidade de contato, sinto-me privilegiada por aprender ainda mais com ele, chegando a ficar ainda mais fascinada com o desenvolvimento sexual do ser humano, com suas relações de intimidade, dúvidas, tabus, medos e preconceitos.

Neste recente bate papo, falamos sobre um tema que parece ser tão comum na sociedade em que vivemos, mas que na verdade é bem pouco resolvido ou ainda bastante camuflado, nossa conversa foi sobre as diferenças de gênero e raças.


Qual mãe de menino já não ouviu que seu filho "é boa pinta", tem um ar de sedução e ao ser observado por adultos vem o seguinte comentário: 
  -"Ah! Esse menino quando crescer vai dar trabalho para as mulheres.."

Na verdade essa frase muito usada, quer dizer que quando esse garoto se tornar adulto, vai "pegar" todas. Quando a referência é com a menina, a situação já é outra, a frase muda para:
  - "Ha! Essa menina vai dar trabalho para o papai!"

Geralmente até na escola crianças em diversas situações são separadas por sexo e o que será que existe por trás disso? Porque essa separação? Isso é praticidade ou terá origem cultural? E lá vem as mesmas respostas: 
  - "Meninos empurram, desobedecem. Meninas são delicadas, andam devagar."

E assim é praticamente tudo no nosso dia a dia, menina pode ajudar as mães nos serviços domésticos, mas menino não. Menino pode trocar lâmpada, mexer com martelo, prego e menina deve ficar longe, porque é perigoso.

Muito interessante também o que Marta Suplicy disse numa entrevista: "Que homem não nasce com vontade de sustentar a mulher, nem mesmo a mulher nasce com vontade lavar louças." Bem o que importa é que nem sempre precisa ser dessa forma. Somos pessoas diferentes, com vontades e valores diferentes! Ninguém é melhor do que ninguém e o sexo não é o que definirá isso. O que vale aqui é o desenvolvimento integral da criança, levando em conta o respeito, as diferenças, raças, inclusão social.

Crianças felizes, amadas e respeitadas em suas diferenças, sejam elas quais forem, se tornarão adultos felizes, emocionalmente bem alicerçados e justos, afinal o mundo não foi feito só para os homens e nem só para as mulheres, o mundo precisa de todos!

Deixo à vocês uma frase a ser refletida:
  " - Por que será que nossa cultura ainda é marcada por heranças patriarcas? Não estaria na hora de rever os seus conceitos?
Um forte abraço,
Jô Fancetto.
        
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Postado por: Jocimara Francetto
E-mail: jocimara.francetto@gmail.com - Casada, mãe de um casal de Gemelares
Psicopedagoga e especialista em Educação Sexual. Orientadora educacional, colunista na Revista APM (Associação Paulistana Medicina). E colunista dessa coluna Criança e Sexualidade.
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