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Família Gemelares da Semana - Por Carolina Manoel

s 08:00


"Sempre disse que quando engravidasse, seriad e gêmeos. Dito e feito! Lá estavam meus dois feijãozinhos!"


Como muitas pessoas, já mudei de ideias e opiniões muitas vezes, e isso não foi diferente com relação a ter ou não filhos. Quando comecei a namorar com meu futuro marido, eu dizia que queria ter três filhos e com o passar dos anos cheguei a dizer que não os queria, que era muita responsabilidade.

Depois de 9 anos de namoro, me casei. Foi um casamento no civil, uma coisa simples, elegante e prática, como eu gosto. Casei pensando em não ter filhos. Mas o que mais me surpreendeu foi que, após alguns meses de casada, me peguei pensando na ideia de formar uma família. Falei com meu marido, que simplesmente amou, pois o maior sonho dele era ser pai. 

Procurei a minha amada ginecologista e comuniquei meu desejo a ela. Ela me passou uma bateria de exames que deveriam ser feitos e uma lista de vacinas a serem tomadas. Fiz tudo certinho. Como tenho SOP (síndrome do ovário poli cístico), minha médica me deixou claro que eu poderia engravidar assim que eu parasse de tomar meu anticoncepcional, como poderia demorar um pouco, e se isso acontecesse, eu poderia tomar um remédio que estimularia a ovulação.

Comecei a tentar engravidar em julho de 2010, um mês após a última dose da vacina contra hepatite B. Como sou uma pessoa muito tranquila, confesso que não fiquei decepcionada com os primeiros negativos, pois minha menstruação estava colaborando (quem tem SOP, sabe que num mês você está com seu ciclo perfeito, e no outro simplesmente nada acontece). Em setembro de 2010, numa consulta de rotina, expressei minha preocupação da minha menstruação começar a atrasar ou simplesmente não acontecer (e se isso acontecesse, teria que voltar a tomar anticoncepcional para regular meu ciclo). Foi quando optamos em usar o remédio para estimular a ovulação (e parecesse que eu estava adivinhando, em setembro meu ciclo atrasou dois dias e em outubro, cinco).Tomei o remédio em setembro e outubro. No dia 15 de novembro de 2010 acordei surpresa, acabara de ter um sonho onde eu mostrava a uma grande amiga dois testes de farmácia com resultado positivo. Corri para o banheiro para fazer os meus testes. POSITIVO!!!!


Não tem alegria maior! Mas por incrível que pareça, decidi, em conjunto com o meu marido, em só contar para os familiares quando fizéssemos o primeiro ultrassom, para ter certeza que tudo estava bem. Sábado, ultrassonografia marcada, lá foi os dois, ansiosos para ver como “nosso bebê” estava. Quando a médica me perguntou se eu havia tomado algum estimulante, ali tive a confirmação do meu pressentimento: sempre disse que quando engravidasse, seriam de gêmeos. Dito e feito! Lá estavam meus dois feijãozinhos!

Organizei um almoço no dia seguinte para os meus pais, minha irmã e para a minha sogra, que na ocasião estava em São Paulo, pois ela, meu sogro e cunhada moram no Paraná. Após o almoço, e com as palavras já saltando da boca, meu marido comunicou aos nossos pais que eles seriam avós duplamente. Foi um chororô só! Alegria maior somente quando descobrimos que seria um casal. Nada melhor do que poder fazer o enxoval, imaginando eles nos braços. Pelas contas, meus bebês teriam que nascer no dia 23 de julho de 2011. Mas por serem Gemelares, sabíamos que isso aconteceria antes.
         

Minha gestação foi tranquila e sem sobressaltos. A única coisa que durou a gestação toda foram os enjoos (praga da minha querida doutora Sonia Allegretti, que não queria que eu engordasse muito). Meus bebês não eram de mexer muito, e quem mexia mais era a menina. Mas no dia nove de junho comecei a sentir uma dorzinha chata na musculatura da barriga, como se eu tivesse feito milhares de abdominais. E essas dorzinhas vieram acompanhadas de falta de ar. Os bebês pareciam estar muito altos, estavam pressionando muito meu diafragma. Liguei para a minha médica, que receitou um analgésico, pois a dorzinha e a falta de ar eram os únicos sintomas. Os dois sintomas passaram, e no dia 14 de junho, na minha última ultrassonografia, descobri o motivo da dor e da falta de ar: a menina havia virado.

O sono também foi algo que me acompanhou durante a gestação. Bastava eu me encostar para o danado tomar conta de mim. E numa dessas dormidas acabei acordando com uma baita dor no pescoço. Insuportável. No dia 21 de junho fui à consulta de rotina (começaria a ir toda semana, pois estava se aproximando a data de nascimento dos gêmeos), e depois de ver a última ultrassonografia e ver que estava tudo bem com os meus pequenos, minha médica foi-me examinar e acabou tomando um susto com a minha pressão arterial. Eu que passei a gestação toda com pressão 11/7, estava com 16/10. Minha médica ficou ainda mais preocupada, pois eu estava assintomática, ou seja, não tinha sintomas (apesar de que depois minha médica me disse que a dor no pescoço devia ser um sintoma). A mesma me mandou para casa com um a receita de remédios para pressão e pediu que eu retornasse no dia seguinte para vermos como eu estaria, se a pressão não abaixasse, ela teria que me internar.


Voltei ao consultório no dia seguinte. Minha pressão estava à mesma. Fui internada para ficar em observação, para que pudesse controlar minha pressão. Foram seis dias sendo muito bem tratada no Hospital Santa Joana. A médica programou o parto dos gêmeos para dia 29 de junho, mas por alguma razão que eu desconheço, o parto foi antecipado. Dia 28 de junho de 2011 meus bebês vieram ao mundo. O Lorenzo nasceu as 8h51, pesando 2,290 kg e mediando 51 cm; e a Maria Catarina nasceu as 8h53, pesando 1,870 kg e medindo 49 cm.

Apesar de pequenos, os dois estavam ótimos, ficaram quatro dias na UTI, pois precisavam ficar na incubadora para manter a temperatura corporal e para ganharem peso. Depois ficaram mais dois dias na UTI semi-intensiva para terminarem de engordar. No sábado, o Lorenzo teve que voltar para UTI, pois ele apresentou icterícia, e como ele não tinha peso para ficar sem roupa no berço tomando o banho de luz, teve que subir para ficar na incubadora.

Mas a parte mais difícil foi ter alta na sexta-feira, dia 1º de julho, e ter que deixá-los lá. Sabia que seria por pouco tempo, mas mesmo assim, é uma dor inexplicável. Você simplesmente não quer se separar dos seus bebês. Passei o final de semana no hospital. Os médicos chegaram a cogitar a alta para os dois no domingo, mas tudo dependia do Lorenzo estar bem. No fim, decidiram esperar mais um pouco. Mas na 2ª feira, dia 4 de julho, meus bebês tiveram alta. Que felicidade! Levar os dois para casa, poder colocá-los no berço e começar a rotina de cuidados.


Os gêmeos precisavam mamar de 3/3 horas, pois ainda tinham que ganhar peso. Eu e meu marido parecíamos múmias de tanto sono, mas toda a dedicação valeu a pena. Eles estão saudáveis e muito traquinas. As personalidades são bem distintas. O Lorenzo é o que observa e executa e a Maria Catarina é emoção e comunicação. Aqui em casa brincamos dizendo que a Cacá é o cérebro e o Lorenzo os músculos. 

Ela pensa e ele executa. 

Carolina, seja sempre bem-vinda ao Portal Gemelares!


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