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Desenvolvimento Visual na Infância e a Ambliopia

s 08:30

É preciso que mudemos alguns conceitos enraizados na sociedade, como o ato de levar os filhos para consulta oftalmológica pela primeira vez apenas ao ingressar na escola.

Se identificamos problemas oftalmológicos na criança após o desenvolvimento visual, que ocorre até os 6 anos de idade, esta criança pode ter sua função visual afetada irreversivelmente, por isso do alerta que estamos fazendo. Muitas vezes uma criança pode ter um olho aparentemente normal. Ela não se queixa, não oclui um dos olhos para ver se enxerga de ambos os olhos. Não raro, encontrarmos crianças com visão normal em apenas um dos olhos o que normalmente faz com que esta não se queixe ou demonstre dificuldade, pois se acostuma com a monovisão.

As causas desta condição normalmente são os erros de refração (hipermetropia, miopia ou astigmatismo) elevados desde o nascimento ou na primeira infância, sendo que em alguns casos podem estar em apenas um dos olhos e ocorrendo um grau elevado, com grande diferença entre um olho e o outro, isto fará com que a visão deste olho com alto grau se torne cada vez mais fraca, diminuindo o seu potencial de acuidade visual, gerando o que chamamos de Ambliopia também chamada de olho preguiçoso(para o leigo)”.

O olho ambliope tem baixa visão de um dos olhos, mesmo com o uso de óculos e estando as estruturas oculares aparentemente normais, pois este olho não teve o amadurecimento normal da visão.

Causas freqüentes de ambliopia:

Anisometropia, estrabismo, catarata congênita, e qualquer outra causa que impeça o foco de imagem nítida na retina. O estrabismo é a principal causa, de ambliopia, 50% dos casos.

n  A prevalência de ambliopia em escolares é cerca de 4 a 5%, seu diagnóstico e tratamento precoce são as medidas mais eficazes na prevenção da cegueira.

Tratamento da Ambliopia

n  O tratamento começa com o uso da correção óptica (se indicada), seguida da oclusão do melhor olho de acuidade visual (para permitir que o olho mais fraco se desenvolva). Às vezes é necessário fazer oclusão alternada dos dois olhos. Quando o tratamento é seguido corretamente, sob orientação médica e na época adequada, a cura ocorre na grande maioria dos casos.

Se o olho amblíope não for tratado, terá uma perda visual irreversível e a criança terá 50% a mais de chance de cegueira, uma vez que ninguém está excluído de ter uma doença ou acidentar o olho bom, em alguma etapa da vida.

Recomendações da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica:

A visão se desenvolve na infância, principalmente nos 2 primeiros anos de vida.
Toda criança deve ter seus olhos examinados:

-          Ao nascer: realizar o Teste do Olhinho.
-          Nos primeiros 2 anos: avaliação oftalmológica a cada 6 meses.
-          Dos 2 anos em diante: avaliação oftalmológica 1 x por ano.

Na pratica eu recomendo, fazer o teste do olhinho ao nascer ou ate o primeiro mês de vida. Caso não tenha feito com o pediatra na maternidade, fazer com o oftalmologista. Se prematuro, obrigatoriamente com o oftalmologista.

O exame realizado com o oftalmologista é sempre o mais indicado, visto que o oftalmologista é o especialista em doenças oculares, identificando patologias que o pediatra não tem condição de descobrir, sendo que o mesmo dilatara a pupila e realizara esse exame com oftalmoscópio direto e indireto. O pediatra vai apenas observar o reflexo vermelho presente ou não, utilizando apenas o oftalmoscópio direto, isso muitas vezes pode deixar de identificar outras patologias alem da catarata congênita.

Na duvida consulte um oftalmologista. Principalmente as mães de prematuros. É preciso ter certeza de que o prematuro não tenha a Retinopatia da Prematuridade.

Caso a criança seja submetida ao teste do olhinho e não haja nenhum achado patológico, oriento trazer a criança aos 3 anos de idade para primeira avaliação de grau. Com esta avaliação, sob dilatação pupilar, o oftalmologista tem condição de identificar o grau da criança desde cedo e com isso estimulando a visão dos casos onde ocorra grau, evitando assim a Ambliopia.

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Postado por: Dr. Rogerio Toniolo 
E-mail: rogeriotoniolo@terra.com.br
Casado, pai dos trigêmeos Carlo, Carolina e Isabelli com 7 anos
Oftalmologista - CRMMT 6150, formado na Universidade Federal de Rio Grande - RS 
e Especialização em Oftalmologia em Campinas - SP


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